Tempo  3 días 3 horas 41 minutos

Coordenadas 11662

Fecha de subida 19 de agosto de 2019

Fecha de realización agosto 2019

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1.318 m
621 m
0
23
45
90,36 km

Vista 24 veces, descargada 1 veces

preto de Inhaí, Minas Gerais (Brazil)

Circuito pela porção Sudeste do Parque Nacional das Sempre-Vivas, realizado de forma autônoma em 4 dias, passando pelas cachoeiras Brocotó e Felipe, Campos São Domingos, região do Arrenegado e Taquaral, Linha do Telégrafo, Campos João Alves e Inhacicão.

LEIA A DESCRIÇÃO PARA MAIORES DETALHES.

COMO CHEGAR:
Como se trata de um circuito, o ponto inicial e o final são comuns: o distrito de Inhaí, no município de Diamantina/MG. Desta forma, o caminhante pode se deslocar até o ponto de partida em veículo próprio.

Inhaí está a aproximadamente 345km de Belo Horizonte e a 55km de Diamantina, sendo que os 29km finais, a partir de Mendanha, são percorridos em estrada de terra, com boas condições de rodagem para qualquer veículo.

Para quem pretende chegar a Inhaí em transporte coletivo, deve primeiro se deslocar até Diamantina e de lá tomar o ônibus da linha rural Diamantina x Inhaí. Atente-se para os horários disponíveis, normalmente esse ônibus sai de Diamantina na parte da tarde, inviabilizando um dia de caminhada. Segundo informações, não há ônibus aos domingos, seja pra ir ou retornar.

A TRILHA:

1º dia: Inhaí x Felipe
Saímos de Inhaí por uma estradinha vicinal, sentido Fazenda Gavião. A estradinha segue em ligeiro aclive, passando por uma área com várias propriedades, algumas ainda em construção. Depois da passagem pelo Córrego do Baú enfrentamos um aclive moderado mais longo, sucedido por uma forte descida que termina no Ribeirão Inhaí. Antes de atravessar o Ribeirão tomamos uma trilha suja à esquerda, que sobe acompanhando o leito do ribeirão.
Avançamos por quase 700 metros, a esta altura estávamos acompanhando o Córrego Quilombo, cuja foz é próximo do ponto de travessia do Inhaí. Ali ficamos um tempo na Cachoeira do Brocotó, uma sequência de pequenas quedas e poços do córrego, lugar bem interessante.
Retornamos a estradinha e continuamos a seguir por ela, enfrentando agora um forte aclive. Tomamos à esquerda numa bifurcação mais acima e entramos no terreno da Fazenda Gavião, onde uma dupla trabalhava limpando parte do terreno. Seguimos até a sede e continuamos pela trilha acima da casa, deixando de vez qualquer resquício de estradinha. A trilha alterna trechos de capoeira e entre os capões de mata que margeiam o Ribeirão Inhaí e seus afluentes. Há alguns pontos de água neste trecho.
Após cruzar o 4º afluente do Inhaí a trilha deixa os capões de mata para trás e passa a avançar sobre um cerrado, ganhando altitude. Mais acima deixamos o trilho mais batido, que segue no rumo oeste-noroeste em favor de uma trilha discreta. Mais a frente deixamos essa mesma trilha para descer, sem trilha, no rumo sul, encontrando a área de acampamento próximo a Cachoeira do Felipe mais abaixo.
Área boa para montar acampamento e que comporta algumas barracas. Alguns afloramentos protegem do vento, ainda assim é uma área bastante exposta pela vegetação do entorno. O acesso à Cachoeira do Felipe é um pouco chato, já que o Ribeirão desce bem encaixado entre as lajes de pedra. Porém é um local bastante interessante para curtir o ócio.

Neste dia caminhamos 18.3km.

2º dia: Felipe x Antiga Ponte do Fundão

Embora seja o dia mais longo em termos de extensão, a caminhada é bem tranquila por aproximadamente 85% do trecho. Deixamos o acampamento do Felipe tomando alguns caminhos que seguem para o norte, pegando também alguns trechos sem trilha definida. A vegetação de cerradinho, onde predomina gramíneas e pequenos arbustos facilita a transposição da área. Rapidamente interceptamos uma estradinha e vamos seguindo por ela, até alcançar a antiga estrada para Inhaí mais acima.
A princípio vamos avançando para oeste, pela região conhecida como Campos São Domingos. Após passar pela cerca da Fazenda Gavião, entramos num atalho mais a frente e tomamos à direita numa nova estradinha, seguindo para o norte, rumo à região do Taquaral. Mais acima encontramos uma lapa, um abrigo bem interessante, no entanto sem água corrente por perto.
A caminhada é por relevo suave até a passagem por uma das nascentes do Ribeirão Inhacicão, a partir daí enfrentamos um forte aclive que nos leva ao ponto culminante da travessia, de onde temos uma bela visão das serras na parte leste do Parque e também ao sul. A partir do ponto culminante enfrentamos uma descida forte até o vale do Córrego Conquista, os primeiros pontos de água confiável do dia.
Após a chegada ao Córrego Conquista a estradinha, até então razoável, fica bastante prejudicada e vira uma trilha. A trilha cruza o córrego duas vezes e sai em uma área de cerrado, em ligeiro declive.
Próximo a uma curva da estradinha para sudeste, já próximo ao Rancho do Levi/região do Taquaral, saímos no sentido oposto, no rumo noroeste, avançando por um trecho que alternava trilhas sujas e outros sem trilha definida, até cair na beira do Córrego Conquista. Avançamos pelas margens, seguindo uma trilha bem suja, com muita taquara seca, galhos e troncos caídos. Quando perdemos o rastro dessa trilha suja, trocamos de margem, atravessando por uma "ponte natural", formada por uma árvore com tronco tombado e logo interceptamos a continuação da trilha suja do outro lado. A navegação no interior dos capões de mata é bem confusa, principalmente porque a trilha aparece e desaparece com alguma facilidade, além da "sujeira" provocada por árvores caídas e da serrapilheira.
Saindo do capão de mata, subimos um morrote por um trecho de cerrado e começamos a descer sentido ao vale do Fundão. Ao chegar num morro de afloramentos rochosos, contornamos pela direita, o que nos obrigou a desescalar uma pequena parece, para alcançar a trilha antiga que passa na parte mais baixa. O ideal neste local, é contornar pela esquerda, dessa forma em algum momento a trilha será interceptada.
Continuamos pela trilha antiga até a base de uma antiga ponte que cruzava o Córrego do Fundão, nosso ponto de pernoite.

Neste dia caminhamos 28,7km.

3º dia: Ponte Antiga Fundão x Inhacicão

Atravessamos o Córrego do Fundão pelas pedras e na outra margem subimos por uma trilha suja em meio a capoeira. Logo chegamos ao Córrego Taquaral, onde há resquícios de uma outra ponte, porém a travessia também é feita pelas pedras. Depois de passar por um possível abrigo de caçador, começamos uma subida forte/moderada por um capão de mata. O caminho do telégrafo, ainda que bem sujo, estava claro que o do dia anterior.
Após passar o trecho de mata, com centenas de carrapatos, saímos em um trecho de cerrrado, por onde seguimos em ligeiro declive até passar por uma das nascentes do Córrego Taquaral. O local, no entanto, estava seco. A trilha volta a subir, agora entre afloramentos rochosos, e segue por passagens entre as serras para o norte, rumo à região do Campo João Alves.

Quando a trilha começa a fazer uma curva para noroeste, próximo ao Rancho de Geraldim da Serra, tomamos um caminho bem discreto que leva para o leste. Próximo ao capão de mata, uma área mais úmida, interceptamos a trilha consolidada que desce a serra. A trilha segue entre capões de mata, com muito indaiá, e campos cerrado, descendo a serra por um declive leve/moderado na maior parte do tempo. Durante a descida cruzamos o Ribeirão por duas vezes, únicos pontos de água do trajeto, antes de chegar ao acampamento no Inhacicão.
Chegando a parte baixa, já caminhando por um trecho de cerrado, tomamos à direita em uma bifurcação e bem a frente, saímos numa estradinha, próximo de um rancho. A passagem no rancho é facultativa, acabamos passando sem querer lá e aproveitamos para pegar algumas informações com a senhora que nos atendeu.
Saindo do rancho, seguimos pela estradinha em um relevo bem suave. Cruzamos uma parte alagada pelas bordas e avançamos pela estradinha sem dificuldade até depois de uma veredas repleta de buritis. Após a vereda há uma cerca e a estradinha vira uma trilha escondida pelo capim alto, no entanto a navegação é fácil.

A trilha pelo cerrado nos leva à margem do Ribeirão Inhacicão, por onde seguimos pela margem esquerda até a foz do Córrego Fundão. Para evitar uma volta maior, fizemos a travessia na foz do Fundão, em uma área reconhecidamente mais profunda. A água chega a altura do peito em uma pequena parte mais profunda, porém o fundo arenoso e a ausência de correnteza facilita a travessia. Avançamos pelo leito do Inhacicão até encontrar o vau, ponto onde retornamos para terra firme e seguimos pela trilha até praia e cachoeira do Inhacicão.

Neste dia caminhamos 21,4km.

4º dia: Inhacicão x Inhaí

Saindo do acampamento do Inhacicão, retornamos pela trilha do dia anterior até encontrar a primeira saída à direita. Avançamos para o leste e contornamos uma serra, enfrentando um ligeiro aclive. A trilha segue bem demarcada em meio ao cerrado e logo chegamos a uma região de veredas. A trilha vira uma estradinha de dois sulcos e por ela seguimos até a sede da Fazenda Buritis, o rancho do Geraldão.

Após o rancho tomamos uma estradinha arenosa que segue para sudeste, acompanhando os postes de energia. Cruzamos uma porteira trancada com cadeado logo antes da ponte sobre o Córrego das Vargens. Após a ponte passamos ao lado de muitas chácaras e sítios, sempre seguindo pela estradinha.

Depois de atravessar o leito seco do Córrego Boa Ação, seguimos pela direita, acompanhando os postes de energia, por uma estradinha super arenosa. Seguimos adiante em uma encruzilhada e interceptamos a estradinha de terra mais a frente. Continuamos mais um pouco pela estradinha e logo entramos em uma trilha à direita, um atalho até Inhaí. A trilha/estradinha, limpa recentemente, vai avançando em meio ao cerrado. Após uma encruzilhada seguimos em declive para o Ribeirão Inhaí.

A trilha segue acompanhando o leito do Ribeirão, mas optamos por cruzá-lo ali mesmo, subindo um pouco pela margem contrária e entrando em uma trilha que leva a um rancho construído mais acima. Depois do rancho entramos em uma estradinha por onde seguimos até Inhaí, retornando à Igreja de Sant'Ana.

Neste dia caminhamos 23,3km. Totalizando 91.6km em 4 dias e 3 noites.

OBSERVAÇÕES:
- A dificuldade da trilha alterna entre fácil e moderada na maior parte do tempo, considerando como mais complicado o trecho inicial da trilha do telégrafo, que está muito sujo. Por conta das longas distâncias, pelo trecho de trilha suja, da travessia de áreas muito remotas, além da travessia de rio na parte final, resolvi dar a classificação mais elevada a essa trilha.

- Comece cedo todos os dias (antes das 8), com exceção do último, para aproveitar os banhos de rio (sempre ao final, com exceção do primeiro dia que conta com a cachoeira do Brocotó na parte inicial).

- Travessia feita no período de estiagem. Há boa disponibilidade de água ao longo do trajeto, porém os pontos de coleta são reduzidos. No 1º dia há boa disponibilidade de água no trecho de trilha acima da sede da Fazenda Gavião. No 2º dia disponibilidade somente no Córrego da Conquista, antes de chegar a parte final. No 3º dia disponibilidade na descida da serra, na travessia do Ribeirão. No 4º dia não há disponibilidade de água durante o trajeto, mas há possibilidade de conseguir água com os moradores da região, em caso de emergência. Considere sempre sair carregado com pelo menos 2L, todos os dias.

- Você está em uma unidade de conservação federal: NÃO FAÇA FOGO, LEVE SEU LIXO DE VOLTA e FECHE AS CANCELAS/TRONQUEIRAS QUE PASSAR. Seja gentil com os moradores locais e peça licença para atravessar as propriedades.

- A maior parte da caminhada é feita em áreas expostas, chapéu e protetor solar são itens obrigatórios.

- Não há qualquer tipo de infraestrutura ao longo da rota. A caminhada é feita de forma autônoma, devendo o caminhante levar água e comida para todos os dias de atividade. O acampamento é ao natural. Os ranchos marcados são apenas para informação, caso o caminhante precise de alguma orientação. A informação é que Geraldim da Serra não fica mais lá, devido a escassez de água no Campo João Alves.

- Sinal de telefone nas proximidades de Inhaí, operadora VIVO.

- Rotas de fuga: retorno a Inhaí, independente do local em que se encontra. Na região do Campo São Domingos, no entanto, uma alternativa é tomar a estradinha para as localidades de Macacos e Quarteis do Indaiá. Ressalta-se que, dependendo da localização do caminhante, serão necessárias várias horas de caminhada ou mesmo mais de um dia para se chegar a alguma localidade.
Waypoint

Rancho Geraldão

Waypoint

Fazenda Gavião

Waypoint

Afluente Inhaí 4

Ponte

Ponte Córrego das Vargens

Río

Córrego Fundo (seco)

Río

Córrego Boa Ação (seco)

Waypoint

Esquerda - trilha discreta

Waypoint

Encruzilhada - seguir adiante

Río

Cachoeira Brocotó

Intersección

Direita - atalho

Río

Ribeirão Inhaí - Sítio adiante

Intersección

Saída Buritis

Waypoint

Encontro trilha

Río

Córrego Taquaral

Waypoint

Afluente Inhaí

Intersección

Direita Jequitinhonha

Río

Ponte Ribeirão Inhaí

Río

Ribeirão

Río

Ribeirão 2

Waypoint

Descida rochas

Río

Afluente Inhaí 3

Waypoint

Rancho

Waypoint

Alagado - afluente Bagre

Río

Vau

Río

Travessia Fundão-Inhacicão

Waypoint

Descer à esquerda - sem trilha

campamento

Acampamento Inhacicão

Waypoint

Estradinha

Fervenza

Cachoeira do Felipe

Waypoint

Córrego da Gameleira

Waypoint

Cerca Fazenda Gavião

Intersección

Direita Taquaral

refugio libre

Lapa

Río

Nascente Inhacicão

panoramica

Mirante

Río

Córrego da Conquista

Río

Córrego da Conquista 2

Río

Córrego da Conquista 3

Río

Afluente Inhaí 2

Intersección

Direita Taquaral 2

Intersección

Esquerda - Trilha do Telégrafo

Waypoint

Poste Telégrafo

Waypoint

Travessia córrego

campamento

Acampamento Felipe

campamento

Acampamento Fundão

Arquitectura religiosa

Igreja de Sant'Ana - Inhaí

Waypoint

Saída do leito

Ponte

Ponte Córrego do Baú

Waypoint

Rancho Levi

Waypoint

Rancho Geraldim da Serra

Comentarios

    Si quieres, puedes o esta ruta